Químico

O químico, assim como qualquer estudante ou profissional de ciências, interessa-se pelos processos que ocorrem na natureza, mas em uma escala submicroscópica.

O que seria essa escala? As áreas de ciências exploram o universo a diferentes níveis, desde fenômenos grandes, como o movimento dos planetas, os terremotos, as relações entre espécies em um ecossistema, até a composição das rochas nos planetas, e as reações que se processam nas células dos seres vivos.

Os fenômenos químicos ocorrem a um nível menor do que o celular, não visível com o auxílio de microscópio – daí a expressão “escala submicroscópica”. Para ter acesso a esse nível, o químico elabora modelos e hipóteses para explicar esses fenômenos, e confirma a adequação deles a partir de experimentos em laboratório. Na atuação profissional, ele conta com uma série de instrumentos automatizados, com precisão cada vez maior, conforme os avanços tecnológicos permitem.

O estudante dessa área possui curiosidade científica, gosta de práticas de laboratório e de lidar com relações matemáticas. Também é capaz de enxergar e entender as conexões entre as diversas áreas de ciências, visto que a química busca vincular conhecimentos da biologia com a física e a matemática.

Nas grandes universidades, além do bacharelado em Química, com duração entre 8 a 10 semestres, é possível cursar a licenciatura em Química, que permite ao profissional lecionar para Ensino Fundamental II e Ensino Médio, com a complementação do bacharelado (4 semestres adicionais, normalmente) ou como um curso independente (8 semestres).

Atualmente, é possível cursar o bacharelado com ênfase em uma grande área de atuação, por exemplo, Indústria ou Tecnologias Industriais, Biotecnologia, ou ainda Química de Petróleo, Química de Plásticos, e assim por diante. Os cursos mais reconhecidos pelo mercado de trabalho são aqueles ministrados pelas universidades públicas. Dentre as faculdades particulares, há destaque para as especializadas na área.

O químico atua em diversas áreas do mercado de trabalho, tais como grandes indústrias (de produtos químicos, farmacêutico, cosméticos, alimentos e produtos de consumo em geral) e laboratórios de prestação de serviços (análises químicas, desenvolvimento de produtos e consultoria); atua em áreas correlatas nas grandes empresas, como treinamento e aprimoramento de pessoal (químico de aplicação), ou em vendas e marketing de instrumentação química; atua como professor de Química e de Ciências, para os ensinos fundamental e médio; atua nas universidades, como pesquisador e docente.

Por se tratar de área técnica e científica, o estágio em Química é essencial – tanto para o treinamento em práticas de laboratório, como para orientação em atividades com as quais não tenha tido contato durante a graduação. Os empregadores veem como um diferencial as experiências de estágio, ou experiências de trabalho, mesmo que fora da área de atuação.

As maiores dificuldades que o profissional de Química encontra em sua atuação referem-se à falta de recursos – de insumos, de instrumentos adequados, e etc; também pode se defrontar com áreas em que exista algum tipo de defasagem entre a formação dos profissionais envolvidos e as necessidades técnicas de um projeto, ou falta de estímulo e desafios em projetos novos. É comum que a empresa empregue um profissional menos qualificado (como de nível técnico) para ocupar uma posição destinada a um bacharel em Química. Portanto, idealmente, os melhores locais para se trabalhar, caso seja uma empresa química ou correlata, são aqueles com boa infraestrutura, colegas qualificados e projetos que estimulem os profissionais. No caso de atuação nas escolas, também se buscam recursos adequados (como laboratório de ensino, vidraria, reagentes, e um técnico para auxiliar) e boas condições de trabalho (suporte da coordenação, por exemplo).

A remuneração média do profissional de Química é bastante variável – de três a oito salários mínimos – dependendo da empresa e da carga horária. Cursos de especialização, mestrado ou doutorado costumam ser valorizados e ajudam a aumentar o salário médio. No caso da atuação não técnica, como em cargos de gerência, ou vendas, os valores serão proporcionalmente maiores.

Dica de ouro: nas áreas técnicas, é importante manter-se atualizado sobre os avanços na área, pois o bom profissional de química é aquele que consegue acompanhar os estudos em sua área de expertise e participar de treinamentos para aprimoramento contínuo.

Sobre a autora: Barbara Held é graduada e doutora em química pela Universidade de São Paulo. Trabalhou na CETESB como química durante 5 anos. Atualmente, é professora da rede privada de ensino.

Sobre a autora: Barbara Held é graduada e doutora em química pela Universidade de São Paulo. Trabalhou na CETESB como química durante 5 anos. Atualmente, é professora da rede privada de ensino.

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