Notas baixas: como os pais podem ajudar seus filhos - Busca Prof

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A autora Mirna Pinsky (1980), no livro As muitas mães de Ariel, conta os conflitos de um menino e sua mãe. O cotidiano da mãe de Ariel é repleto de atividades, tais como, trabalhar fora, cuidar dos filhos e da casa. Certo dia, o menino tira algumas notas baixas e teme que sua festa de aniversário seja cancelada por esse motivo. Mas quando sabe da notícia, a mãe, que nem sempre é calma, compreende o menino e ainda garante que vai ajudá-lo com os estudos. 

Desse modo, os conflitos vividos por Ariel e sua mãe evidenciam uma relação familiar na totalidade, repleta de aprendizados e contradições. Sem mistificações, o menino desvela as muitas facetas da mãe (exigente, carinhosa, queixosa), como qualquer mãe em particular dependendo do momento da vida, e essas descobertas fortalecem o vínculo entre eles. 

A história As muitas mães de Ariel ilustra um cotidiano bastante comum na maior parte das famílias e apresenta as diferentes perspectivas de uma mãe e de um filho a respeito do mesmo assunto: as notas baixas. O ápice da trama é a atitude da mãe em relação às notas baixas do filho e a surpreendente forma como ela o acolhe. Nesse sentido, a disposição de acolher é fundamental quando se trata do desempenho escolar.

Avaliação X aprendizagem

O autor Cipriano Luckesi (2005) explica que o ato de acolher implica tomar uma situação exatamente como ela é, e a partir daí, decidir o que fazer.  Assim, o acolhimento significa o mesmo que compreender e redirecionar a ação, diferente de aceitar como adequado tudo o que for produzido pela criança ou jovem. 

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No entanto, para compreender a razão das notas baixas, é preciso estar ciente de que a avaliação supõe inúmeros conjuntos de atividades e decisões. Dessa forma, a avaliação da aprendizagem é entendida como um processo de responsabilidade de todas as pessoas comprometidas com a educação da criança ou jovem de alguma maneira. 

Em tempo, é necessário ainda diferenciar a nota baixa de uma prova com o processo de avaliação da aprendizagem. A prova é parte do processo e pode indicar as razões do baixo desempenho escolar, para que sejam tomadas as decisões. Isto é, uma nota baixa, isoladamente, não informa sobre o conjunto do processo, mas pode advertir para uma necessidade ou uma dificuldade.

Variáveis que influenciam no desempenho escolar

No processo de avaliação da aprendizagem, existem também variáveis que podem influenciar o desempenho escolar, tais como: fatores ambientais (circunstâncias sócio-econômicas, intervenções educativas e escolarização), comportamentais (atenção, ansiedade, motivação), cognitivos (exemplo, consciência fonêmica) e neurobiológicos (fatores genéticos, estrutura e funcionamento do cérebro). 

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Em alguns casos, o parecer especializado para um entendimento global das dificuldades de aprendizagem pode ser necessário. Todavia, a postura acolhedora da família e a atenção aos sinais que a criança ou jovem emitem são fundamentais. Por exemplo, mudanças repentinas, problemas de visão, problemas de concentração, sono irregular, má alimentação, uso excessivo de telas, etc., são sinais facilmente detectados em casa. 

Outros recursos que as famílias podem lançar mão, condizem às atitudes positivas diante das crianças e jovens. Por exemplo, o reconhecimento de suas boas ações, não tirar a legitimidade do que sentem, falar sempre a verdade, escutar, principalmente, quando for sobre sentimentos, ajudar a criar uma rotina consistente e um local adequado para os estudos.

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Medidas práticas

Além disso, certas medidas práticas, como manter a mesa limpa e o material organizado podem fazer diferença imediata no desempenho escolar das crianças e jovens. Confira as dicas abaixo para ajudar nessa empreitada e bons estudos! 

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  1. Identifique na casa um local que possa servir exclusivamente aos estudos; 
  2. Na medida do possível, escolha um local bem iluminado, arejado e, de preferência, silencioso;
  3. Verifique se o mobiliário é adequado à ergonomia da postura e à estatura da criança ou jovem. Com um mobiliário adequado, os pés ficam plantados no chão, os joelhos dobrados na altura dos quadris, o encosto da cadeira com apoio na lombar, os cotovelos abaixo dos ombros e a tela do computador na altura do rosto;
  4. A mesa deve ser limpa e o material de estudo organizado e de fácil acesso;
  5. Por fim, painéis de avisos e calendários (baixe o seu aqui) são excelentes métodos para guardar lembretes rápidos e organizar a rotina.

Referências:

FLETCHER, Jack M. (org.). Transtornos de aprendizagem: da avaliação à intervenção. Porto Alegre: Artmed, 2009. 

LUCKESI, Cipriano Carlos. Avaliação da aprendizagem na escola: reelaborando conceitos e criando a prática. 2 ed. Salvador: Malabares Comunicações e eventos, 2005.    

PINSKY, Mirna. As muitas mães de Ariel. São Paulo: Melhoramentos, 1980.


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Eliane da Costa Bruini- Pedagoga (UNISAL), mestranda em Educação (EFLCH/UNIFESP), membro do Grupo de Estudo e Pesquisa em Política Educacional e Gestão Escolar (GEPPEGE/UNIFESP) e pesquisadora do projeto “Política Educacional na rede estadual paulista 1995-2018” (FAPESP)

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