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Entendendo as diferenças entre o Ead e o ensino remoto

Ensino remoto e a educação à distância parece a mesma coisa, porém ensino remoto, diferente da educação à distância, chegou de surpresa para as secretarias de educação, escola e família.

Todos despertaram, literalmente da noite para o dia com uma nova realidade educativa ainda que temporária. Aprender por novos meios, em ambientes tão íntimos e distante fisicamente de colegas, professores e estruturas escolares tem sido desafiador.

as diferenças entre o Ead e o ensino remoto

Nome e sobrenome: ensino remoto emergencial

Nem toda virtualização do conteúdo é necessariamente emergencial, no Brasil e no mundo, com a pandemia, houve uma a prática do deslocamento do ensino presencial para as salas de aulas virtuais. Essas, são mediadas pelas tecnologias, mas o padrão utilizado é praticamente o mesmo da sala de aula, inclusive seus materiais, explanações e atividades; as aulas são transmitidas pelas professoras em tempo real e/ou por gravações.

ensino remoto emergencial

Na educação à distância a organização dos conteúdos, carga horária, recursos midiáticos e atividades são estruturados de outra maneira; a monitoria ou tutoria, que são disponibilizados de forma a atender os estudantes de forma atemporal (leia mais em “a pratica docente durante a quarentena”); as estruturas planejadas e revisada por equipes especializadas, objetivando uma formação mais completa e abrangente possível, de acordo com a área de estudo e as regras prevista para esta modalidade de educação. 

É importante considerarmos que, como uma medida emergencial, a ensino remoto tem seu valor. Buscar, além de dar continuidade às atividades escolares através do ensino remoto e da educação à distância, é preciso garantir que esse acesso aconteça apesar da gravidade da situação sanitária.

acesso à educação

Realidade diversificada, necessidades específicas

É preciso reconhecermos que dentro das realidades brasileiras de desigualdades sociais e econômicas, inúmeras crianças serão extremamente prejudicadas. Sem acesso à internet e/ou aos aparelhos eletrônicos, as disparidades sociais e educacionais, tendem a ficar ainda mais evidentes, colocando em risco o direito constitucional de todos os cidadãos em “igualdade de condições para o acesso e permanência na escola” (conforme inciso I do art. 206 da constituição brasileira).

Outro ponto importante é que escolas, pais e professores verifiquem a eficiência do ensino remoto, especialmente com as crianças do ensino fundamental I (do 1º ao 5º ano).

Como muito lares puderam acompanhar, a adaptação à esta modalidade causou muitos desconfortos, sofrimentos e até conflitos familiares (leia mais em nosso artigo “como resolver os problemas familiares gerados pela vida escolar” ).

As crianças em idade escolar possuem necessidades diferentes dos alunos maiores. Para tanto, as professoras, em suas práticas pedagógicas, consideram estas necessidades em seus planejamentos, a fim de promover o desenvolvimento integral da criança, o que, no ensino remoto pode ficar prejudicado. 

Realidade diversificada, necessidades específicas

No caso dos estudantes do ensino fundamental II (do 6º ao 9 º ano), a divisão espacial que havia entre casa e escola, precisou ser adaptada à uma divisão temporal entre “momentos livres em casa” e momentos de estudo na “escola”. Este grupo precisou compreender a formalidade do tempo de estudo virtual, dentro do conforto informal do lar. Com tempo e muito esforço, as crianças foram amoldando-se à esta nova realidade. 

Já os alunos do ensino médio vivem, ainda, muitas aflições, que vão desde a complexidade das disciplinas e o vestibular, até a frustração com a impossibilidade de uma formatura com a turma do “terceirão”.



Ensino remoto e a educação à distância: impactos emocionais

Entrelaçadas à tantas adaptações estão as emoções de todos os envolvidos: pais, professores, alunos, mergulhados em sentimentos diversos como frustrações, medos, ansiedades, raiva, tensões, insegurança e por vezes sensações de exaustão. Emoções que dificultam o processo de ensino-aprendizagem, mas que podem ser exploradas, não apenas nas atividades educativas, mas também nas relações familiares.

Falar reconhecendo o que se sente, ou mostrar o que se sente, pode amenizar as sensações mais desagradáveis e promover um autoconhecimento no que tange às próprias emoções.

ensino remoto e o impacto emocional

Este não é o momento para nos preocuparmos exageradamente os conteúdos escolares, já que, inevitavelmente ele já pode estar prejudicado. Menos conteúdo e mais qualidade nos conhecimentos construídos pode ser mais eficiente quando pensamos em ensino remoto. Além disso, os cuidados com os aspectos emocionais atuam como um elo entre aprendizagem e convivência, e ambos são constitutivos da vida humana, sem ela, nada mais faz sentido.

Não perca a chance de cozinhar com seus filhos, fazer alguma atividade artística, ler e contar histórias. Provoque a imaginação e criatividade com eles, desliguem os eletrônicos por algum tempo e desfrutem das relações sem “intermediários”. Tudo o que nós como humanidade criamos, está a nosso serviço, e não nós como humanos a serviço de tudo o que criamos. Voltemos alguns instantes a nossa essência e assim, podemos (re)aprender muitas coisas juntos. 


dra. educadora

Suzan Alberton Pozzer é natural de Jaraguá do Sul (SC) e atualmente, mora em São José na Grande Florianópolis onde possui seu consultório. Mestre em educação pela UFSC e é doutoranda em educação pela Universidade de Salamanca – Espanha. Formada em psicologia, especialista em psicopedagogia institucional e possui formação em terapia cognitiva comportamental.
Endereço do consultório: Av. Leoberto Leal 1235. Barreiros. São José. Santa Catarina.
email: suzan.psico@gmail.com

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